O caso da engenheira Patrícia Franco, desaparecida desde 14 de junho de 2008, quando voltava de um show na Urca e seu carro caiu no Canal de Marapendi, ganhou uma nova polêmica. Após as investigações culminarem na denúncia de quatro policiais militares do 31º Batalhão (Recreio), por homicídio e ocultação de cadáver, uma nova testemunha foi encontrada e pode ajudar a defesa dos acusados, que, na próxima sexta-feira, participam de audiência de instrução e julgamento, no Fórum do Rio.
A grande polêmica gira em torno de a testemunha ter sido encontrada por acaso, por policiais militares do serviço reservado (P-2), do mesmo batalhão dos acusados, sem a autorização da Polícia Civil e sem o conhecimento do Ministério Público. Conforme a versão da Polícia Militar, na semana passada, um flanelinha foi preso por discutir com uma juíza, e depois de ser levado para a 16ª DP (Barra da Tijuca), ao final do depoimento, pegou uma carona com os policiais, quando revelou saber o paradeiro do corpo de Patrícia.
Thiago Ferreira, que estava numa festa próxima ao acidente, assistiu o carro da engenheira cair no canal às 5h30. Segundo ele, na hora do ocorrido, dois amigos moto-taxistas da Rocinha o contaram ter visto Patrícia ser levada da boca de fumo da favela ao alto do morro para execução. Ainda de acordo com o flanelinha, a engenheira era usuária de drogas e seu carro foi jogado no canal com o intuito de dar fim ao veículo. A versão de Thiago, entretanto, apresenta falha, uma vez que ele alega ter visto o carro cair no canal às 5h30, quando um pardal, em Ipanema, multou o automóvel às 5h20.
A tentativa pela Polícia Militar de dar uma reviravolta no caso acabou instaurando uma crise entre a instituição e a Polícia Civil, mas apesar disto, na última sexta-feira, foi feita uma operação na favela que buscava encontrar a ossada da engenheira. A incursão que contou com a participação de cem homens, além de dois blindados e dois helicópteros, resultou apenas na apreensão de drogas e munição.
Versões confusas, possibilidade de absolvição dos acusados e crescimento do descrédito popular com a gestão de segurança pública do estado ficam evidentes no caso, mas o paradeiro de Patrícia segue sendo um mistério.
A grande polêmica gira em torno de a testemunha ter sido encontrada por acaso, por policiais militares do serviço reservado (P-2), do mesmo batalhão dos acusados, sem a autorização da Polícia Civil e sem o conhecimento do Ministério Público. Conforme a versão da Polícia Militar, na semana passada, um flanelinha foi preso por discutir com uma juíza, e depois de ser levado para a 16ª DP (Barra da Tijuca), ao final do depoimento, pegou uma carona com os policiais, quando revelou saber o paradeiro do corpo de Patrícia.
Thiago Ferreira, que estava numa festa próxima ao acidente, assistiu o carro da engenheira cair no canal às 5h30. Segundo ele, na hora do ocorrido, dois amigos moto-taxistas da Rocinha o contaram ter visto Patrícia ser levada da boca de fumo da favela ao alto do morro para execução. Ainda de acordo com o flanelinha, a engenheira era usuária de drogas e seu carro foi jogado no canal com o intuito de dar fim ao veículo. A versão de Thiago, entretanto, apresenta falha, uma vez que ele alega ter visto o carro cair no canal às 5h30, quando um pardal, em Ipanema, multou o automóvel às 5h20.
A tentativa pela Polícia Militar de dar uma reviravolta no caso acabou instaurando uma crise entre a instituição e a Polícia Civil, mas apesar disto, na última sexta-feira, foi feita uma operação na favela que buscava encontrar a ossada da engenheira. A incursão que contou com a participação de cem homens, além de dois blindados e dois helicópteros, resultou apenas na apreensão de drogas e munição.
Versões confusas, possibilidade de absolvição dos acusados e crescimento do descrédito popular com a gestão de segurança pública do estado ficam evidentes no caso, mas o paradeiro de Patrícia segue sendo um mistério.
1 Comment:
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- Eduardo Bittencourt said...
11 de agosto de 2009 19:14É muito estranho que mais de um ano depois a polícia não tenha encontrado nenhuma pista realmente válida que leve a conclusão do que foi ocorrido. Ou será que já as encontrou, mas fez questão de destruí-la para encobrir alguém "importante"?
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