Estreia nesta sexta-feira (14/08), o filme Tempos de Paz, baseado na peça Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil, com Tom Hanks, digo, Dan Stulbach e Tony Ramos, brilhantes, nos papéis principais. É impressionante a semelhança física de Dan Stulbach e Tom Hanks.Infelizmente não vi a peça (espero que ela entre em cartaz novamente), mas o longa, dirigido por Daniel Filho, salvo sua egocêntrica participação, com um personagem totalmente dispensável (não sei se ele faz parte do roteiro da peça, mas não acredito), é muito interessante.
O filme se passa em 1945, durante a Era Vargas. O Brasil recebia diversos imigrantes, que fugiam dos horrores da Segunda Guerra Mundial. Nestes novos tempos de paz, com presos políticos ganhando a liberdade, no Brasil, e a guerra chegando ao fim, na Europa, a instabilidade e a dúvida ainda estão presentes no ar. O cheiro do sangue da tortura e o sofrimento das mortes ainda são sentidos.
Sob esta tensão, Tempos de Paz é centrado numa guerra de palavras e sentimentos entre Segismundo (Tony Ramos), ex-oficial da polícia política e atual chefe da seção de imigração na Alfândega do Rio de Janeiro, e Clausewitz (Dan Stulbach), imigrante polonês, que diz ser agricultor.
Suas motivações e real origem são desconhecidas. Chama a atenção o fato de Clausewitz falar muito bem o português. Justamente por falar demais, ele é levado para interrogatório. Está nas mãos de Segismundo a liberação do salvo-conduto, ou a imediata deportação de Clausewitz.
Na verdade, as motivações do interrogatório parecem não ser simplesmente a dúvida em relação à palavra de Clausewitz. Segismundo precisa desabafar. E, inesperadamente, encontra confiança em seu interlocutor.
Teatro no cinema. Assim posso definir Tempos de Paz. O Blogueiro viu e recomenda.
Marcadores: Cinema, Cultura, Dica Cultural
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Adorei...
recomendo =)
Parabéns pelo post e pelo blog, que está excelente!