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O Blogueiro viu "Apenas o Fim"

Todo cinéfilo tem um diretor preferido. O meu é Woody Allen. Gosto muito dos filmes dele, por diversos motivos: os diálogos loucos, neuróticos e recheados de referências filosóficas, as homenagens aos seus cineastas favoritos, principalmente ao grande mestre Bergman etc.

Em uma longínqua época de minha vida, via tanto Woody Allen, que cheguei a ficar parecido com ele. Diziam até que quando ficasse velho, seria o próprio. Ainda bem que superei isso. Nada de neuroses. Acho que quando envelhecer (se é que isso vai acontecer), serei parecido com o Tom Zé. Nossa semelhança física chega a ser engraçada. 

Mas chega de Woody. Senão, deixarei de falar sobre Apenas o Fim, que é o tema de hoje. O "boca a boca" deste filme me chamou a atenção. Muitos amigos e conhecidos, inclusive os não-cinéfilos, não paravam de falar sobre a obra.

Resolvi pesquisar, para descobrir do que eles estavam falando, afinal, e me surpreendi com uma estratégia publicitária totalmente adaptada à realidade virtual e aos novos veículos de comunicação. Foi o primeiro filme que vi ter uma conta no Twitter.

Bom, claro que fui ver o filme no cinema. Mesmo sabendo do que se tratava, não deixei de ser surpreendido. Em minha introdução, falei sobre Woody Allen, porque sempre achei curioso como os filmes de Domingos de Oliveira me lembram o velho Woody. Mas, o filme de Matheus Souza, estudante da PUC-RJ (o filme, além de ser um projeto dos alunos de cinema da universidade, é passado na própria PUC), me lembrou muito mais Woody do que Domingos me lembrava. Li em alguma entrevista, não me recordo exatamente onde, que o próprio Domingos falou que Matheus só poderia ser seu filho bastardo.

Não me surpreende esta declaração. Apenas o Fim conta a história, claramente biográfica, de um relacionamento, a partir da conversa sobre a separação do casal. Irresistivelmente melancólico, o filme também conta com diversas e bem humoradas referências cinematográficas e à cultura pop. É impossível não dar boas risadas. Além da diversão, nos é mostrada uma bonita história. Vi várias pessoas enxugando as lágrimas, ao final da sessão, no Cine Odeon.

Recomendo fortemente. Veja o filme, caso ainda não tenha visto, e nos conte o que achou. Viva o cinema nacional.

3 Comments:

  1. Camila said...
    Eu amo p cinema nacional..e fiquei simplesmente apaixonada com Apenas o Fim, quando vi o trailer ja fiquei mais que encantada a facilidade de falar a nossa lingua é logo vista.

    Fui no Odeon ver a pre estreia chorei como varios outros..rs

    Um dos melhores filme q vi esse ano.. Apenas o Fim fez historia.

    =D
    Alexandre Umbelino said...
    Putz...Gregório Duvivier arrebenta!
    Assisti à uma peça dele ZÉ, Zenas Emprovisadas, onde ele integra o elenco juntamente com Marcelo Adnet, o maior comediante brasileiro da atualidade, e conferi a capacidade deles!

    Fico feliz com tamanha ascensão do cinema nacional!

    Eles terão muito futuro pela frente pois são talentosos e sagazes!

    PS: Assistam a entrevista de Adnet no Jô e comprovem o que eu disse!
    Ficou para os anais do Programa!
    Arnold Layne said...
    Post lido, filme visto... valeu pela dica Mattheus

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