Susan Boyle deixou de ser apenas um hit do momento. Na era da velocidade de troca de informações e cópia de modelos de programas televisivos, provavelmente ela será esquecida daqui a algum tempo, como um ex-BBB. Mas é impossível precisar quanto tempo durará seu sucesso. Ainda mais agora, que foi "promovida" a fenômeno.
Tenho visto inúmeras matérias relativas a Susan: "Susan Boyle cobra mais de R$ 26 mil por minuto para cantar". "A cantora cobrou aproximadamente R$ 319 mil para apresentar três canções de quatro minutos cada" (Época Negócios). Pelo visto, tá dando caldo a sopa de Susan.
Em um desses programas de novos talentos musicais da Inglaterra (uma espécie de "Ídolos"), uma mulher feia, gordinha e desengonçada subiu ao palco e provocou gargalhadas, como se fosse personagem de uma comédia pastelão. Mas, quando soltou a voz, os jurados e o público se surpreenderam, ficaram emocionados e a aplaudiram de pé, ao final de sua bela e comovente apresentação.
Não entrarei no mérito de realidade ou armação de cena, talvez preparada justamente para gerar tamanho debate, apenas no porquê da surpresa das pessoas, diante do talento de Susan. De acordo com Edgar Morin, os olimpianos são pessoas mitificadas, dotadas da dualidade projeção e identificação. As pessoas "comuns" querem ter aquela vida de glamour e sucesso, mas também se sentem próximas de seus ídolos por sua vida cotidiana, amplamente divulgada pela chamada imprensa marrom (sensacionalista). Para eles, Michael Jackson está mais vivo do que nunca...
Estes mitos, geralmente, são padrões de beleza e ditam modismos. Principalmente, os artistas do ramo musical. É inconcebível, frente a esta "verdade coletiva", que uma pessoa com a aparência de Susan seja talentosa. Mas sua apresentação mostra que isso não passa de uma ideia preconceituosa, aparentemente imposta pelos meios de comunicação e alastrada pela internet, mas aceita pela maioria de seus consumidores.
Tenho visto inúmeras matérias relativas a Susan: "Susan Boyle cobra mais de R$ 26 mil por minuto para cantar". "A cantora cobrou aproximadamente R$ 319 mil para apresentar três canções de quatro minutos cada" (Época Negócios). Pelo visto, tá dando caldo a sopa de Susan.
Em um desses programas de novos talentos musicais da Inglaterra (uma espécie de "Ídolos"), uma mulher feia, gordinha e desengonçada subiu ao palco e provocou gargalhadas, como se fosse personagem de uma comédia pastelão. Mas, quando soltou a voz, os jurados e o público se surpreenderam, ficaram emocionados e a aplaudiram de pé, ao final de sua bela e comovente apresentação.
Não entrarei no mérito de realidade ou armação de cena, talvez preparada justamente para gerar tamanho debate, apenas no porquê da surpresa das pessoas, diante do talento de Susan. De acordo com Edgar Morin, os olimpianos são pessoas mitificadas, dotadas da dualidade projeção e identificação. As pessoas "comuns" querem ter aquela vida de glamour e sucesso, mas também se sentem próximas de seus ídolos por sua vida cotidiana, amplamente divulgada pela chamada imprensa marrom (sensacionalista). Para eles, Michael Jackson está mais vivo do que nunca...
Estes mitos, geralmente, são padrões de beleza e ditam modismos. Principalmente, os artistas do ramo musical. É inconcebível, frente a esta "verdade coletiva", que uma pessoa com a aparência de Susan seja talentosa. Mas sua apresentação mostra que isso não passa de uma ideia preconceituosa, aparentemente imposta pelos meios de comunicação e alastrada pela internet, mas aceita pela maioria de seus consumidores.
Quanto tempo durará o fenômeno Susan Boyle??
2 Comments:
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Agora, voltando ao fenômeno, dou, no máximo, mais 6 meses para Susan deixar de ser o que é e virar cântico infantil para dormir.
Da mesma forma que existe ex-BBB ainda em alta, Susan pode permanecer mais tempo "nas paradas". Para isso, basta diversificar!